"Geração" é o nome dado a cada grande mudança na forma como o tubo e os detectores se movem em torno do paciente. Cada uma nasceu para resolver o limite da anterior, quase sempre o tempo de exame.
| Geração | Feixe e detectores | Movimento | Tempo por corte |
|---|---|---|---|
| 1ª | Feixe fino como um lápis e um único detector | Translação e rotação: varre em linha reta, gira um grau, varre de novo | Vários minutos |
| 2ª | Feixe em leque estreito e um pequeno grupo de detectores | Ainda translação e rotação, com passos de rotação maiores | De dezenas de segundos a cerca de dois minutos |
| 3ª | Feixe em leque largo, cobrindo todo o paciente, e um arco com centenas de detectores | Só rotação: tubo e detectores giram juntos | Poucos segundos, depois frações de segundo |
| 4ª | Anel fixo de detectores em toda a volta do gantry | Só o tubo gira | Poucos segundos |
| 5ª | Feixe de elétrons desviado por campos magnéticos sobre alvos fixos em arco | Nenhuma parte mecânica gira | Centésimos de segundo |
O que cada geração resolveu
- Da 1ª para a 2ª: mais detectores medindo ao mesmo tempo, então menos passos e menos tempo.
- Da 2ª para a 3ª: acabou o vai e vem. Com o leque cobrindo o paciente inteiro, basta girar. É a geometria que venceu: quase todos os tomógrafos atuais descendem dela.
- A 4ª: tentou resolver o artefato em anel da 3ª geração, mantendo os detectores parados. Exigia muito mais detectores e perdeu espaço.
- A 5ª: feita para o coração, que não para de se mover. Sem massa girando, o corte sai rápido o bastante para congelar o batimento. Ficou restrita a poucos centros.
E os equipamentos de hoje
Os tomógrafos atuais usam a geometria da 3ª geração com dois avanços que vieram depois:
- Anéis deslizantes e aquisição helicoidal: sem cabos para enrolar, o conjunto gira sem parar enquanto a mesa avança.
- Múltiplas fileiras de detectores: vários cortes a cada volta, cobrindo um volume inteiro em segundos.
Atenção à numeração
As cinco primeiras gerações são consenso. Depois delas, alguns autores chamam o helicoidal e o de múltiplos cortes de 6ª e 7ª gerações, e outros os tratam como evoluções da 3ª. O que importa é reconhecer a geometria e entender o problema que cada uma resolveu.
Por que isso interessa a quem faz manutenção
- O artefato em anel é característico da geometria de 3ª geração: um canal de detector com resposta diferente desenha um círculo na imagem. Daí a importância das calibrações.
- Anéis deslizantes e escovas, que viabilizaram a rotação contínua, são itens de inspeção e troca na preventiva.
- Mais velocidade de rotação significa mais esforço mecânico: rolamento, correia, balanceamento e fixação de cada peça do conjunto rotativo passam a ser críticos.
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